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Desafios da Vida de Atleta Olímpico: entre Medalhas e Sacrifícios

Por trás das medalhas reluzentes, há uma jornada permeada por sacrifícios, pressões e a constante busca pelo equilíbrio entre a vida esportiva e a pessoal

Por Marcelo Rebello

 

Quem já não se emocionou com o hino nacional de seu país sendo tocado, após um atleta desafiar seus próprios limites e ganhar uma medalha de ouro? Dá a impressão de que a vida dele é só holofotes, dinheiro e fama… mas, não é bem assim! A vida de um esportista de alto rendimento é repleta de desafios e triunfos pessoais que, muitas vezes, são invisíveis para quem assiste aos jogos e celebra as conquistas.

Para os atletas que conseguem alcançar o nível olímpico, a busca pela excelência é uma tônica e faz com que eles tenham que abrir mão, na maioria das vezes, de aspectos fundamentais da sua vida pessoal e familiar. Treinos intensos, competições frequentes e extenuantes, a constante busca pela melhoria e pela inovação em suas práticas esportivas faz com que seja exigido um grau extremo de comprometimento.

A todo momento, a resiliência dos atletas é testada na busca pelo equilíbrio delicado para conciliar a família, os amigos, a vida social, os momentos de lazer e a prática esportiva. São longos períodos de concentração, afastamento, viagens constantes e a renúncia de momentos e eventos significativos em prol do alto desempenho. Não é fácil encontrar tempo para relacionamentos pessoais e gerenciar esses desafios é um aprendizado constante.

A pressão de superar as expectativas e conquistar medalhas, representando uma nação, pode ser esmagadora e cruel. Atletas olímpicos, além de ter que enfrentar a pressão da opinião pública e da imprensa, as expectativas geradas em fãs e torcedores, também precisam se deparar, quase sempre, com suas próprias aspirações e metas pessoais elevadas. O fardo do medo do fracasso e a necessidade absurda de ter que corresponder às expectativas, a exposição nas redes sociais e veículos de mídia, são muitas vezes significativos e podem levar a uma estafa emocional que, se não tratada adequadamente, pode comprometer a saúde mental e física desses atletas. É uma cobrança voraz, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Isso sem falar da própria pressão da competitividade no cenário esportivo, onde um milésimo de segundo pode fazer a diferença entre o fracasso e a reluzente medalha de ouro… como diria o narrador famoso Galvão Bueno em suas transmissões: “Haja coração!”.

Portanto, o maior desafio dessa geração de atletas olímpicos é compreender que muito mais importante que o estado físico é a superação das pressões e dos sacrifícios que permeiam os altos e baixos de uma carreira olímpica. A gestão do estresse, a promoção da autoestima e o suporte emocional tornaram-se elementos essenciais na preparação dos atletas de alto rendimento. Agora, mais que nunca, a mente sã e o corpo preparado formam o conjunto ideal para quem sonha com a grandeza e com o pódio olímpico.

 

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